quarta-feira, 29 de abril de 2009

O intervencionismo e a crise

Desde 2007 o mundo vem enfrentando a mais séria crise dos últimos anos. O que começou com o estouro da bolha no sistema imobiliário americano, vem se expandindo para praticamente todas as áreas da economia mundial.

No entanto, essa recessão, que vem sendo erroneamente atribuída ao livre-mercado e ao liberalismo econômico, tem como principal e real causador o intervencionismo estatal americano. A falácia é extremamente prejudicial pois não só isenta os verdadeiros culpados, mas como também abre espaço para que uma minoria com influências políticas intervenha mais ainda na economia com o manjado discurso salvacionista. Isso, a longo prazo, resultará somente no enriquecimento dessa minoria privilegiada e um aumento da crise, prejudicando o resto da população.

É importante entender que em uma economia de livre mercado recessões acontecem. Elas não são nada mais do que períodos que sucedem maus investimentos e obrigam pessoas, que por algum motivo erraram, a redirecionar seus esforços e investimentos para outras áreas.
No entanto, dificilmente num livre mercado investidores errarão tanto quanto em um ambiente que conte com o auxílio estatal para estimular a economia. Devemos sempre lembrar que políticos se importam somente com seus curtos mandatos, portanto, estão dispostos a levar a economia às mais altas euforias dentro deste período, mesmo que essa não seja baseada na ação humana, mas em falsos alicerses que em breve demoronaram.

Há várias maneiras de se estimular a economia, mas a mais utilizada é a emissão de crédito por parte do FED. Desde 1995, com a crise da Nasdaq, e mais intensificado após 2001, com o atentado de Onze de Setembro, o FED veio emitindo crédito sem controle nenhum. O propósito era que isso estimulasse a economia, mas como já era de se esperar, esse excesso de crédito abriu espaço para investimentos antes ignorados por serem muito arriscados, além de extimular enormes disparates bancários e empresariais. O resultado inicial, como desejado, foi um enorme crescimento, mas é claro que o cenário não poderia durar muito. As bolhas que se formavam, haveriam de explodir algum momento.

Um dos mais putrefactos resultados de uma economia onde um banco central dita as regras monetárias, é a forma como os bancos operam. Como irresponsabilidades são financiadas pelo Estado, os bancos, em momentos de euforia econômica, mantém uma reserva mínima de dinheiro enquanto utiliza o resto para outras atividades. Ou seja, num momento de euforia, todos investem em um banco, mas ele só guarda uma porcentagem mínima do que é investido nele. Em um período estável não há problema, no entanto, se por algum motivo todos resolverem retirar dinheiro daquele banco, ele não existirá. Em um cenário de livre mercado isso não existiria, pois se algo der errado, não existiria alguém que simplesmente criasse mais dinheiro, como o FED, salvando o banco da falência. A responsabilidade bancaria seria muito maior.

Outra maneira criada pelo FED de intervir na economia é pelo controle de juros. Através de um complexo sistema de empréstimos a bancos, o governo controla qual o juro a ser cobrado por empréstimos feitos. Para estimular o mercado, desde 2001 essa taxa estava quase zerada. Consequentemente, não era interessante para o americano poupar, mas sim, jogar esse dinheiro no mercado estimulando a economia. Enquanto numa economia livre, esses juros seriam regulados naturalmente, dependendo de cada ocasião, com variantes como período e risco.

As bolhas foram se criando a partir de falso crédito e, não satisfeito, o Estado arrumou novas maneiras populistas de estimular a economia, como obrigar bancos a alavancar a compra de casas em porcentagens nunca feitas antes.

A causa de todas as bolhas, super-valorizações e orgias financeiras que ocorreram foram consequências diretas da intervenção estatal que ocorreu nos EUA e no resto do mundo. Agora, a solução proposta, e que recebe grande apóio popular, é mais injeção de crédito no mercado. A crise pode melhorar temporariamente, mas tende a piorar em breve.

sábado, 28 de junho de 2008

Dirigindo bêbado

Recentemente foi aprovada a lei que passará a considerar infração grave qualquer quantia de álcool ingerida por um motorista. Quem for pego cometendo o crime será obrigado a pagar uma multa de 955 reais e terá o direito de dirigir suspenso por um ano. A fiscalização será feita por policiais.
A lei, obviamente, não funcionará na prática, pois caso contrário, metade da população brasileira perderia sua carteira. Porém, é mais um exemplo de que o estado não consegue diferenciar a causa e efeito.
Quando se proibe que motoristas dirijam alcoolizados, não está sendo punido o extermínio de uma vida, a destruição de uma propriedade ou qualquer crime causado por alguém que está sob o efeito do alcool, mas está sendo retirado um direito de todos aqueles que bebem, dirigem, e não causam nenhum acidente, que é o caso da grande maioria. No raciocínio do estado, como uma porcentagem dos acidentes é causado por pessoas que ingeriram álcool, devemos proibir que pessoas dirijam após beberem álcool. Esperem só até o estado descobrir que 100% dos acidentes são causados por pessoas que beberam água...
Se o objetivo é diminuir acidentes envolvendo pessoas bêbadas, seria muito mais eficiênte punições mais severas para aqueles que realmente cometassem crimes reais, como um atropelamento, e não, punir inocentes. Além de punir crimes legítimos, seria uma forma de pressão aos que dirigem mal quando bebem, já que muitos dirigem melhor alcoolizados, pois passam a ter muita mais atenção do que quando sóbrios, devido ao fato de saberem que podem estar com seu organismo alterado.
Mais uma vez o estado retira direitos de inocentes ao invés de punir criminosos. Se você não bebe e não se importa com os direitos dos outros, não se sinta aliviado. A Folha de São Paulo mostrou que dois bombons com recheio de licor são o suficiênte para ser pego no teste do bafômetro.

sábado, 26 de janeiro de 2008

O intervencionismo e a crise de 1929

O crescimento econômico de um país é fortemente relacionado com a política adotada por este. Ainda não existem países com a total desvinculação entre economia e Estado, assim como aconteceu com a religião há alguns anos, mas com uma rápida análise é possível percebermos que o quanto menor a interferência, mais há um crescimento econômico. O desenvolvimento de uma economia liberal e capitalista é turbulento quando analisado a curto prazo, mas a longo prazo, mostra-se muito mais eficiente que o desenvolvimento intervencionista, que visa um crescimento estabilizado e momentâneo.
Numa economia regida por leis naturais, o valor de um bem é o valor que pessoas estão dispostas a pagar por ele, e assim podemos entender o porque existem crises ou recessões na economia, que nada mais são do que um ajustamento de preços. Fatores naturais que influenciam nesses ciclos são: mudanças bruscas de oferta ou demanda, novas descobertas, novos concorrentes, etc...Infelizmente, políticos visam somente seu curto mandato, e como uma recessão natural de um ano pode afetar sua popularidade, este faz uma intervenção para que a economia não pare. Esse atraso só faz com que um crescimento artificial ocorra, e a crise, que não pode ser evitada, mas só prolongada, venha com uma intensidade muito maior. Um exemplo disso foi a crise de 1929, que foi interpretada como uma crise liberal, e só abriu mais espaço para a intervenção e o famoso welfare state, que só terminou com Thatcher e Reagen.
O combate estatal à inflação é um perfeito exemplo para compreendermos o porque o intervencionismo dá errado. Um dos fatores que influenciam no preço de um produto é sua raridade. Um diamante é mais caro que uma esmeralda porque é mais fácil acharmos uma esmeralda. Um casaco de pele de onça custa mais caro que uma jaqueta de couro de boi porque a matéria do segundo é muito mais barata e fácil de se conseguir. O raciocínio também se aplica ao câmbio (moeda) de um país, quando um governo resolve aumentar a oferta de moeda e crédito. Desta maneira há um aumento da expectativa inflacionaria (desvalorização da moeda = aumento do preço de produtos no mercado) e por conseqüência há um aumento de juros, e não redução.
O resultado de emissão de crédito e moeda não só resulta em inflação a médio prazo, mas também em uma onde de maus investimentos a curto prazo, já que crédito fácil causa uma euforia nos investidores, e erros isolados viram comuns, causando bolhas especulativas. Desta maneira, a economia se desenvolve sem bases sólidas, e esse crescimento resulta numa grande recessão posteriormente, muito maior que as recessões naturais.
Com essa compreensão básica de economia é possível entendermos o porque a crise de 1929, que causou 25% de desemprego na população americana, não foi causada pelo liberalismo econômico, que jamais causaria uma crise de tamanhas proporções, mas sim pela intervenção. O século XIX é tido como o século de maior liberdade nos EUA, e por conseqüência, é o que mais o país cresceu. Em 1913 o FED, banco central americano foi fundando, e este sim pôs fim ao período em que as crises eram de pequenas proporções. Durante o boom que antecedeu a grande crise, a oferta de moeda aumentou em US$ 29 bilhões, o que representa 62% em 8 anos. Em comparação, a reserva de ouro, neste período aumentou somente 15%. Era clara a tentativa de criar um crescimento inexistente.
Recentemente, para evitar uma recessão americana, Bush anunciou um pacote de US$ 146 bilhões para impulsionar a economia, o que equivale a 1% do PIB. Agora é sentarmos e esperarmos os resultados.



Lucas Harris
Janeiro de 2008

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Os dois socialistas



É comum ouvirmos que o nazismo foi um regime capitalista, sendo taxado de extrema direita. A falácia é totalmente sem fundamento, já que uma das bases do capitalismo é a liberdade, que era extremamente desrespeitada no nazismo. O regime de Hitler, na verdade, se aproxima muito mais do socialismo de Stalin que o liberalismo de Reagan, e neste texto pretendo mostrar fatos que comprovam que o nazismo nada mais é que um socialismo renomeado, também baseado no coletivismo, colocando os indivíduos como meios, e não um fim.
Antes de traçarmos as semelhanças, é importante lembrarmos que nazismo é uma abreviação de nacional-socialismo, partido pelo qual Hitler se elegeu.
Enquanto os socialistas acreditavam que o mundo era uma luta de classes, os nazistas acreditavam que o mundo era uma luta de raças, enquanto os socialistas acreditavam que a classe superior era o proletariado, os nazistas acreditavam que a raça superior era os arianos. Para ambos, na humanidade existem grupos e um conflito. Para ambos, um grupo havia de ser o vencedor.
O capitalismo significa liberdade na economia, e isso não existia em nenhum dos dois regimes totalitários. A única diferença é que um controlava diretamente, e o outro, indiretamente a economia. Stalin estatizou empresas, já Hitler deixava nas mãos privadas, mas sem que o empresário pudesse administrar. O Estado é quem tomava as decisões como, a quantidade que seria produzido, por quanto seria vendido, para quem seria vendido e qual o método da produção. Isso tudo podia ser fiscalizado facilmente por representantes nomeados pelo ditador, que deveriam ajudar na administração de cada empresa. O desrespeito à lei de oferta e demanda era tão grande que, muitas vezes, nos cafés da Alemanha, não havia creme para se misturar com a bebida. Em ambos os regimes, os meios de produção eram de controle estatal, e a única diferença é que o socialismo deixava mais claro. Falar em direita ignorando liberdade econômica é como falar do PT sem corrupção.
O nazismo usava campos de concentração para torturar, escravizar e matar milhões. No socialismo, os campos de concentração também existiam, mas chamavam-se gulags. Se Hitler matou 20 milhões, alguns historiadores calculam um número muito maior no socialismo, incluindo URSS, China, Camboja, Cuba, etc...O nome muda, mas a atrocidade é a mesma.
Muitas outras semelhanças entre os dois regimes existem, e entre elas estão: a falta de liberdade de imprensa, a existência de um só partido político, estabelecimento através da força e propaganda, inexistência da liberdade filosófica e religiosa, direitos humanos constantemente desrespeitados e um povo que não podia votar livremente.
Tentar distanciar os regimes só pelo fato de terem guerrilhado, é ignorar as bases de ambos. Hitler e Stalin tinham um pacto de paz, que só foi quebrado pela ganância incontrolável do primeiro. Foi então que os dois amigos brigaram, e uma grande diferenciação começou a ser feita entre o socialista, e o nacional-socialista.



Lucas Harris

Janeiro de 2008

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

A chance do Iraque



A invasão do Iraque, desde o começo tem o acompanhamento de perto da mídia, não por suas proporções, mas por seus envolvidos. Os EUA. Enquanto são comentados diariamente os acontecimentos do país que agora passa por uma transição, várias outras guerras, principalmente na África e Ásia, nunca recebem atenção. É compreensível vermos americanos serem contra a guerra, pois são eles quem estão bancando-a. Mas por que brasileiros são a favor da manutenção de um governo totalitário e terrorista? A grande maioria não se importa com a situação do Iraque, mas gosta de criticar os EUA, pois, acreditam que o país está lucrando com esta guerra, e que tudo isso só aconteceu pelo petróleo.
Como exemplo do anti-americanismo sem reflexão, citarei o caso de Abu Graib. Algum tempo atrás, logo que os EUA invadiram o Iraque, fotos de soldados americanos que torturavam prisioneiros caíram na mídia, e foram capas das mais importantes revistas do mundo. Para os que não se lembram, uma das fotos mostrava uma soldado apontando e rindo de um preso nu, e outra um homem utilizando um cachorro policial para amedrontar um preso. Foi a primeira vez que vi uma tortura onde os presos não são nem ao menos encostados! Nada comparado às torturas cometidas por Saddam Hussein, mostradas pelo American Enterprise Institute de Washington, para muitos jornalistas. Devido à brutalidade lá contida, a grande maioria dos meios de comunicação optou por não divulgar as imagens, mas graças ao site youtube, a realidade está disponível para todos. De acordo com o relatório do Departamento de Estado, algumas das barbaridades cometidas eram: Espancamento, experiências médicas, amputação de órgãos sexuais, marcas de ferro quente, amputar os dentes com alicates, derrubar água fervendo, pregação e muitas vezes o corte da língua, estupro de mulheres na frente de seus maridos e até mesmo mal tratar crianças na frente de seus pais. Se certas informações são de difícil acesso aos brasileiros, basta se informarem a respeito do tratamento dos presos no Brasil, que nunca foi capa de revistas mundiais e é muito mais violento do que o tratamento dos americanos com prisioneiros.
A realidade do abuso do poder que antes existia com a ditadura de Saddam, não se resume somente às torturas de presos por guerras e de supostos criminosos (entende-se aqui criminosos como pessoas que de alguma maneira, discordavam das idéias de Saddam. Simples palavras podiam tornar uma pessoa criminosa). Um documento do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, do Departamento de Estado, mostra que Saddam, logo que subiu ao poder em 1979, calou não só os opositores políticos, mas também todos os doutores e pessoas eruditas do país. Pela primeira vez, um líder usou armas químicas contra seu próprio povo, e acredita-se que mais de 30 mil foram mortos com gás venenoso. Algumas vezes o ataque era feito a vilas inteiras. Em março de 2004 foi calculado que existem mais de 250 fossas comuns, com cerca de 300 mil corpos de pessoas perseguidas pelo regime e mortos durante as guerras que o Iraque se envolveu desde a chegada de Saddam no poder.
Após a invasão americana, mesmo sem que as armas de destruição em massa, que Saddam afirmava ter, não terem sido encontradas, descobriu-se 2 toneladas de urânio parcialmente enriquecido e estoques de gás mostarda e sarin.
O mito de que a invasão deu-se pelo Petróleo, e somente para que os EUA enriquecessem é mentira, pois é mais barato comprar o Petróleo. Para os que duvidam, basta pegar o montante gasto pelos EUA com a guerra no Iraque até agora, e dividir pelo quanto o petróleo iraquiano rende anualmente. Com essa simples divisão, é possível entender que somente para recuperar o dinheiro gasto até o momento, são necessários mais de 20 anos. Naturalmente algumas pessoas saem beneficiadas, e como de costume, são políticos ou pessoas influentes, mas os americanos só perderam com esta guerra.
Recentemente, as mortes no Iraque vêm caindo, há tolerância religiosa, liberdade política, uma constituição foi implantada e existe uma espécie de imprensa livre. Se antes não haviam chances para o país, agora há. Claro que não será fácil a manutenção de uma democracia no Oriente Médio, mas se os EUA mantiverem suas tropas por mais um tempo e aos poucos retirá-las e os iraquianos seguirem um caminho correto, em breve poderão ser um país de destaque na turbulenta região.
Lucas Harris
Dezembro de 2007

domingo, 16 de dezembro de 2007

A religião do abuso


O islamismo hoje é uma das maiores religiões, e cresce a cada dia. Sua existência é de grande importância, e em poucos anos pode mudar drasticamente a ordem social que conhecemos. No Brasil, devido ao distanciamento das pessoas com essa religião, ela ainda não afeta nossas vidas, e uma desinformação a respeito dos homens de turbante é geral. O perigo de um culto que impõe seus valores a crianças, homens que são estimulados a abusarem de mulheres e um Estado vinculado com a religião, está sendo ignorado. Para entendermos um pouco sobre o islamismo, é interessante conhecermos a história de seu criador.
Maomé viveu na região das arábias durante o séc. VI e VII D.C, e logo se casou com uma comerciante rica, com a qual teve seis filhos. Durante um dia, em uma caverna, Maomé supostamente teria tido o contato com Deus, que teria o usado para citar suas palavras. Como Maomé era analfabeto, o Corão era repassado de maneira oral, e só foi escrito mais tarde. Após alguns anos, por criar problemas para a sociedade de Meca, que até então era pagã, foi expulso, e durante o tempo de sua ausência, criou um exercito de crentes, e assim pode começar uma guerra em nome de sua religião. Desta maneira, Maomé tornou-se um guerreiro sangrento que dizia trazer as palavras de Deus. Entre as várias guerras do profeta, uma das mais importantes foi contra um grupo de Judeus, o qual Maomé mandou decapitar os setecentos homens com um golpe de espada e depois os jogou em valas. A carnificina durou várias horas.
Durante sua vida, Maomé teve 16 mulheres, incluindo uma em que o noivado foi feito quando ela havia somente 6 anos.
A vida de Maomé reflete bem o que o Corão aprova. O livro, como todo escrito religioso, é um tanto quanto subjetivo, mas certas passagens são bem claras. Comento aqui algumas das mensagens.
É aprovado que islâmicos ganhem novos adeptos à religião, e os que se recusarem a se converterem, deverão arcar com conseqüências. Todos os descrentes devem ser severamente punidos. O uso da força é completamente aceito para que a religião possa prosperar.
Mulheres devem servir os homens. Elas devem ter direitos, mas os homens são superiores. Essas só podem ter um marido, enquanto um homem pode ter até quatro esposas. A grande maioria delas, irá para o inferno, enquanto quando o homem chega ao paraíso, terá 72 virgens a sua disposição.
Uma mulher, se trair seu marido, deve ser severamente punida. Um homem não deve trair sua mulher, mas é seu direito se for com uma empregada ou uma capturada de alguma guerra.
O marido tem o direito de bater em sua esposa para puni-la. Um dos erros que uma mulher pode cometer e que merece punição é recusar-se a fazer sexo.
Recentemente acompanhei alguns islâmicos tentando provar que algumas citações do Corão mostram algumas das mais recentes descobertas científicas. Claro que os trechos usados para tais afirmações são um tanto quanto obscuros e muitos subjetivos, e assim como os textos de Nostradamus, as relações com a realidade só podem ser feitas depois da descoberta científica ou fato. Esses islâmicos se esquecem também do trecho do Corão em que Maomé diz que a Terra é plana como um carpete.
O Islamismo é respeitado por muitos por ser uma religião e uma cultura, mas pelo fato de um absurdo acontecer a alguns anos, isso não faz com que ele se torne respeitável. Antes de mais nada, os Estados deveriam se desvincular da religião, e abusos aos direitos humanos deveriam ser proibidos, como em qualquer cultura com um mínimo de sensatez. Segundo, a pregação religiosa exagerada em crianças deve ser proibida, principalmente quando se estimula intervenções graves na vida de terceiros em nome de sua crença. O islamismo é uma religião que só favorece uma parcela da população, e para que a outra parcela seja abusada sem manifestar-se, a pregação e lavagem cerebral começa desde cedo. Por sorte, aos poucos, a parcela explorada está tendo contato com outras culturas, e estas estão começando a notar que não precisam viver daquela maneira. Está explicado o ódio islâmico ao Ocidente.




Lucas Harris

Dezembro de 2007



domingo, 2 de dezembro de 2007

O problema das drogas

A questão da legalização das drogas está longe de ser um debate tenso na política brasileira. Poucos representantes colocam-se a favor e, entre eles, o mais conhecido é Gabeira. A maciça maioria gasta seu tempo discutindo quais os meios mais eficientes de eliminá-la da sociedade ou, ao menos, diminuir o consumo. A ausência do importante tema nas discussões políticas reflete bem a sociedade brasileira, que vê as drogas como responsável por muitas desgraças, sendo que na verdade, a grande maioria é causada pela sua proibição. Neste texto pretendo analisar alguns argumentos e a possibilidade da sua liberação, como já ocorre de maneira controlada em partes do mundo.

Uma das justificativas mais comum a favor da proibição das drogas é que elas fazem mal a seus usuários. Antes de mais nada, o termo fazer mal é um tanto quanto relativo. Faz mal a que? Um usuário pode achar que quando ele usa uma determinada droga, tem uma sensação muito prazerosa e, mesmo sabendo dos malefícios que ela pode trazer, acha que isso faz bem a sua vida. Um estudante que coloca, em determinado período da vida, os estudos como prioridade, pode achar que faz bem cheirar cocaína e ficar acordado para estudar mais. A resposta mais clara seria que a droga faz mal biologicamente. Realmente é incontestável que um cigarro de maconha, por exemplo, destrua neurônios, mas o relaxamento que ela pode trazer a um usuário pode ter um importante papel em não deixá-lo sofrer com estresse, que também faz mal biologicamente. Ou seja, drogas têm certos efeitos destrutivos em determinadas partes do organismo, mas não necessariamente fazem mal.

Explicado de maneira clara este argumento, fica fácil de entendermos o porquê ele é imoral. O Estado não deve ser paternalista e não tem o direito de dizer o que um ser humano ingere ou não. Um ser humano é dono do seu corpo e tem o direito de fazer o que bem entender dele, contanto que não afete uma outra pessoa. Aceitando aquele argumento, em breve proibiremos o álcool, pois prejudica diversos órgãos, os cigarros, que também fazem mal a certos orgãos, as coxinhas, pois engordam e isso não é bom para saúde, os celulares, pois pesquisas recentes mostram que podem transmitir radiação e ter efeitos sobre o cérebro, e muitas outras coisas. O ser humano deve ser livre para poder ingerir o que bem entender, mesmo que seja prejudicial de alguma maneira, possa causar dependência e até mesmo oferecer um risco de morte altíssimo.

O segundo argumento, e o que creio que seja o que mais influente na opinião pública, é sobre a violência gerada pelas drogas. Porém, este também requer uma explicação. A maior parte da violência causada pelas drogas é gerada por usuários viciados que, quando estão desesperados por drogas e não têm dinheiro, roubam pessoas e muitas vezes acabam matando-as. Poucos usuários sob efeito de alguma droga cometem crimes, uma vez que normalmente estão em estado de relaxamento e prazer. Os que o fazem, costumam usar algo para ganhar coragem e cometer um crime pré-planejado. Ou seja, a droga não foi quem causou o ato violento, ela somente foi usada como um estímulante e, se não fosse ela, seria um copo de vodka ou qualquer outro produto químico com mesma função.
Agora, supondo o impossível de que o Estado conseguisse acabar com as drogas, os crimes que envolvem essas como estimulantes não iriam abaixar, pois como já foi mostrado, existem diversos outros tipos de estimulantes pelos quais o criminoso poderia optar. Estes crimes não mudarão com a legalização ou não.

O segundo caso, em que crimes são causados por viciados que não têm dinheiro para comprar drogas, nos mostra que, na verdade, quanto mais eficiente é o programa contra drogas, mais os crimes aumentarão. A demanda dificilmente pode ser controlada por leis emitidas por políticos, e estes só vão dificultar a oferta. Com a oferta dificultada, o risco de se vender aumenta e isso faz com que os preços também aumentem. Drogas são uma das coisas mais baratas de se produzir e, uma vez que legalizadas, a oferta iria aumentar e os preços cairiam. O resultado seria que qualquer um, com poucos centavos, poderia comprá-las e, os crimes causados por viciados sem dinheiro, acabariam. A situação seria equivalente ao que ocorre com o álcool hoje. Milhares de brasileiros são viciados em álcool, mas não se vê esses matando para conseguir dinheiro para saciarem-se, pois mesmo com o Estado colocando muitos impostos sobre o álcool, a cachaça ainda é muito barata. Com a legalização das drogas, assim como no caso do álcool, a baixa porcentagem em relação ao total de usuários que cometesse crimes sob o efeito da droga, deveria ser punida com leis severas (que infelizmente no Brasil, no caso do álcool, são punições são leves), mas não punir a grande maioria de usuários pacíficos pelo erro da minoria.

O único argumento realmente legítimo contra a legalização das drogas e que raramente é citado, é o aumento dos gastos estatais. Com a legalização das drogas o consumo provavelmente aumentará e, como sabemos que elas causam malefícios a determinados órgãos, os gastos da saúde pública também aumentarão, e não seria correto que os não usuários sejam obrigados a pagar para manter a saúde dos que usam. Portanto, os que defendem a legalização e reconhecem a injustiça que ocorreria com a transferência de renda obrigatória dos não-usuários, devem apoiar o fim da saúde pública e um sistema baseado em companhias privadas de seguro, como é o caso da Suíça, ou ao menos o sistema de emissão de crédito, o qual já expliquei no texto “O Estado é o problema”

“O Estado é o problema” .


Lucas Harris

Dezembro de 2007

domingo, 25 de novembro de 2007

A queda das ditaduras.

O mundo vem passando por um crescimento econômico poucas vezes visto antes, e este, sem dúvida tem refletido na vida das pessoas. Essa melhoria se dá basicamente por dois fatores que, na realidade, tem uma intima relação. A queda do comunismo, que vem resultando na entrada de muitos países no capitalismo, e o desenvolvimento da tecnologia.

Um ótimo exemplo, é caso do leste-europeu que durante o séc. XX sofreu muito sob o regime comunista. A pobreza era enorme, muitos morriam de fome e o trabalho escravo era algo comum. Após a queda do regime totalitário o povo parece querer garantir sua liberdade, e por isso vem entrando num capitalismo liberal, com uma economia aberta e um Estado que interfere o mínimo possível.

Com poucos anos de liberdade, essas nações já podem desfrutar de uma qualidade de vida imensamente superior ao período comunista e muitos já apresentam um IDH maior que do Brasil, que nunca realmente sofreu com um governo totalitário ou uma grande guerra, mas opta por viver mediocremente em um populismo de esquerda. Alguns dos países do leste europeu que já ultrapassaram o Brasil em liberdade e, por consequencia no IDH também, são: República Checa, Lituânia, Hungria e Eslovênia.

A África, que também sofre com muitos governos totalitários, está com seus dias contados para a estrada no capitalismo. Infelizmente, os africanos não puderam tirar proveito da queda da União Soviética, e se os EUA ou outro país capitalista derrubasse os ditadores africanos e levassem a liberdade até eles, provavelmente seriam criticados pela ONU e a maioria das pessoas como sendo imperialistas que tentam impor sua cultura a outros. Na concepção dessas, é melhor que as pessoas sofram nas mãos de ditadores que vivem em uma orgia de corrupção e impunidade, e são sustentados não só por recursos naturais de seus países, mas também pelo dinheiro internacional que muito mandam à África achando que estão ajudando aos pobres miseráveis.

Por sorte, mesmo a hipocrisia impedindo que países possam ajudar africanos de maneira militar, os ditadores não conseguem se isolar de tecnologias produzidas por países onde existe liberdade econômica. A tecnologia vem se desenvolvendo de maneira mais e mais rápida e, como temos visto, tem dado muito trabalho aos governantes totalitários, pois com ela, o povo passa a ter acesso as informações do mundo todo e não limitam-se a realidade de onde vivem. Se Fidel Castro, em sua ilha presídio, proíbe pessoas de deixar o país, agora essas não precisam se pendurar no primeiro pedaço de pau que vêem boiando para tentar ir aos EUA. Agora Cubanos podem usar a internet para ter acesso a todas informaçõs e, mesmo essa sendo sencurada, o risco de se quebrar a lei e tentar acessar sites sensurados, é menor do que uma tentativa de fuga.

Na África, os ditadores mais inteligentes já perceberam que não podem lutar contra a tecnologia que dará informação para o povo poder derrubá-los, portanto já começaram a fazer as privatizações para que possam tirar um dinheiro de maneira ilegal e ir morar em um outro país com condições financeiras de sustentar até seu bisnetos. É um preço pelo qual os africanos não se importam em pagar para se verem livres.

Para tristeza dos esquerdistas que acreditam que precisamos de medidas protecionistas e dificultar a entrada de produtos produzidos por empresas internacionais, cito o caso do Quenia, onde antes de derrubarem seu ditador, o país tinha em torno de 300.000 telefones, e sua grande maioria em escritórios estatais. Agora, após poucos anos, o país desfruta de mais de 9 milhões de celulares, todos exportados. Um bem de comunicação produzido inteiramente por empresas privadas, que facilita a vida do povo, faz a comunicação ser mais fácil e complica ainda mais a vida de possíveis ditadores que queiram surgir. Outra evolução no Quenia foram as estações de rádio, que antes hávia somente uma de monopólio estatal, e agora há mais de 50, sendo sua grande maioria companhias privadas.

As ditaduras no mundo vêm cainda há alguns anos e os que ainda sobram, estão com seus dias contados. Para o ódio dos esquerdistas, o responsável foi o capitalismo, as companhias privadas, que só tem sua existencia permitida neste sistema, e os bens que elas produzem, representando os avanços tecnológicos.


Lucas Harris
Novembro de 2007




sexta-feira, 16 de novembro de 2007

O Estado é o problema

O Estado brasileiro sem dúvida é o grande atraso do país, pois com seu papel adiministrador, investidor e paternalista, engana a todos com o conto de que pode melhorar a vida do brasileiro. Com essa falácia, deixa seus membros extremamente ricos, não só com seus salários a cima da média e seus benefícios garantidos por lei, mas também pela corrupção, já que a impunidade é quase que garantida por nossa constituição longa e subjetiva. Nossos serviços estatais são visivelmente ineficientes, e a solução dos políticos, com o apoio de grande parte da população, é destinar mais dinheiro ainda aos orgãos públicos.

As companhias privadas, que em qualquer país de primeiro mundo são a base economica, tem sua criação e existencia cada vez mais dificultada, já que não só são obrigadas a pagar altos impostos para sustentar políticos vagabundos, como também sofrem com leis trabalhistas absurdas em benefício dos empregados, que na verdade só faz com que o desemprego aumente e a dinâmica economica que leva a uma melhoria na qualidade do povo, diminua.

Todas as empresas estatais deveriam ser privatizadas, pois são um grande peso economico que nosso país carrega nas costas e reprensentam um atraso em prestações de serviço. Quem tem dúvidas, basta comparar os custos para se ter um telefone antes e depois da privatização do sistema de comunicação. Pode-se também comparar alguns números da Vale do Rio Doce, que foi privatizada a poucos anos e recentemente ultrapassou a Petrobras, ocupando a posição de maior empresa do Brasil. Falando em Petrobras, o orgulho nacional, quando cogita-se em privatiza-la, milhões de brasileiros entram fúria, pois o petróleo é nosso. Realmente, o petróleo é nosso, e uma das gasolinas mais caras e de pior qualidade também. Viva a Petrobras! Fazemos parte do seleto grupo que ainda mantem o monopólio da exploração do petróleo nas mãos estatal. Fazem parte também países como Irã, Iraque, Venezuela e muitos outros com um IDH não muito invejavel. Enquanto isso, Inglaterra e EUA, por exemplo, optam por deixar a cargo das companhias privadas, e comparativamente, o último apresenta preços de gasolina muita menores que o Brasil.

O fracasso das estatais se dá por vários motivos, e cito alguns deles. Primeiro, o Estado não sabe adiministrar empresas, pois se há um erro e a empresa tem prejuizo, nós, cidadãos, pagamos com impostos pela sua ineficiência. Já nas empresas privadas, falhas não são aceitas, e se há erros na adimistração, a empresa é substituida por uma que pode oferecer o serviço com mais eficiência e por um preço mais baixo. Isso é global, e é a grande razão pelos quais países desenvolvidos tem a maioria de suas empresas privadas.

No Brasil, existe ainda o fator de políticos serem muito bem remunerados e corrupção ser altíssima.

Por que um preso custa tão caro e as cadeias são tão decadentes? Por que um aluno de escola pública custa tão caro quanto de uma escola privada e a educação é tão ruim? Por que é investido tanto na saúde pública mas a cituação é tão calamitosa. Todas as perguntas tem a mesma resposta, e usarei como exemplo o caso da educação.

Primeiro o Estado contrata muitos funcionários e, graças a Getulio Vargas, esses, mesmo que sejam vagabundos e não trabalhem direito, dificilmente serão mandados embora. Uma vez dentro do sistema, as regalias são quase que garantidas, e só trabalha quem quiser. Segundo porque nosso Estado é muito grande, portanto, o dinheiro destinado a educação é usado para pagar os gastos do ineficiênte Ministério da Educação, onde os políticos trabalham com uma frequência não muito alta, e tem funções não muito necessárias. Depois, o dinheiro que sobra, é repassado para as escolas. Claro que até chegar a elas, tem que passar pelas mãos de muita gente, e quando finalmente chega, a quantia é muito pequena, pois muito sumiu de maneira inexplicavel. Resultado? O que realmente sobra para ser investido nos alunos é pouco, e como o Estado não sabe inverstir, investe mal. O raciocínio é aplicado ao sistema de saúde pública também.

Qual a solução? Acabar com a saúde e educação pública também? Isso seria demais para o Brasil, mas Milto Friedman propõe uma solução um tanto quanto plausível. O sistema de Vouchers, que em português, seria o equivalente a emissão de créditos.

O governo recebe o montante arrecadado por impostos para ser destinado a educação. Acaba-se com os ministérios, manda-se embora todos os funcionários públicos involvidos na fracassada educação brasileira e fecha-se as escolas públicas.

Desse montante, se divide o dinheiro pelo número de alunos e repassa-se, mas como forma de crédito, pois assim o dinheiro não pode ser usado para outra coisa. As escolas privadas passam então a aceitar os créditos, e depois declaram o quanto de crédito receberam ao governo, que então transfere o dinheiro. Ou seja, a mãe pode escolher a escola que acredita ser a melhor para seu filho, a instituição privada é estimulada, portanto mais escolas surgirão, brigando para oferecer uma melhor educação por um menor custo, e os funcionário que realmente trabalhavam na escola pública serão automaticamente recontratados por escolas privadas devido ao crescimento da demanda. O raciocínio também é aplicavel ao sistema de saúde.


Lucas Harris
Novembro de 2007

sábado, 10 de novembro de 2007

Conservadores x Liberais


Gregory Ratti, grande amigo e axcelente articulista do jornal Primeira Página, de São Carlos, recentemente escreveu um texto sobre a “direita” e suas divisões, porém em seu texto há alguns trechos dos quais discordo.

Antes de mais nada é importante mostrar como o termo é relativo atualmente. No Brasil, mesmo que na esfera política não se possa classificar partidos como direita e esquerda, mas somente como populistas, a classificação tem como base o intervencionismo estatal. Ou seja, se alguém é a favor de uma privatização, é de direita, e se é a favor de impostos mais altos sobre empresas, é de esquerda. Já nos EUA, o fator que determina quem é esquerda e quem é direita é a moral religiosa. Ou seja, o Libertarian Party, que é a favor de desregular quase que totalmente o Estado da economia é tido como de esquerda, pois não aprova questões morais na constituição. Já os republicanos, que em sua grande maioria são católicos, são a favor de intervenções, mas são taxados de direita, entre outros, pelo fato de serem contra a união de gays. A confusa classificação sempre gerará polêmica devido a seu relativismo, mas recentemente um diagrama foi criado por Nolan para tentar diminuir esta confusão. O chamado Diagrama de Nolan mostra que basicamente exitem 5 divisões políticas baseada em dois fatores, a liberdade individual e a liberdade economica. Governos totalitários são os que não oferecem nenhum dos dois.A esquerda, que luta pela liberdade individual, mas não econômica. A direita, que luta pela liberdade econômica, mas não individual. Os centristas, que apóiam a liberdade econômica e individual limitada E por último, os liberais, que são a favor da liberdade econômica e individual.

Durante seu texto, Gregory Ratti comete um erro ao colocar liberais como otimistas. Um liberal não é otimista, mas sim realista. Com base no passado e na lógica, é fácil chegarmos a conclusão que quem melhor sabe tomar conta de nossas vidas, somos nós mesmo, e por isso um liberal não aprova que outras pessoas o façam. Tanto a esquerda quanto a direita (passo a citar aqui a divisão com base no gráfico de Nolan) acredita que o povo precisa de alguns poucos “sábios” que cuidem da nação, dizendo o que é melhor e pior para o povo. Enquanto a direita é conservadora e procura cuidar da vida das pessoas, dizendo o que elas podem ou não ingerir, com quem podem e com quem não podem ter relações, no que podem ou não acreditar, os liberais simplesmente respeitam a opção de cada um, e não aceitam que as vontades de uns sejam impostas a outros sem o concentimento destes. É importante citar que muitos liberais são católicos, se não for sua maioria, mas esses entendem que é errado impor seu credo sem a aprovação da pessoa. Ou seja, o que iguala liberais e conservadores é a liberdade econômica.

Em uma determinada parte do texto, Gregory faz a seguinte colocação:

“ O liberalismo é laico. Faz-se prejudicial eliminar princípios religiosos da vida pública. Quais as nações ocidentais mais desenvolvidas? As judaico-cristãs - por enquanto, claro, porque ninguém sabe os efeitos do Islã na Europa. O capital ateu deu gás à URSS quando da NEP de Lênin. O capital ateu amamenta o socialismo, investindo na China atual. E o socialismo, ateu por excelência, tem um fim para o qual servem quaisquer meios. “

O liberal apenas pretende eliminar os princípios religiosos da vida pública que são impostos as pessoas, como por exemplo, o fato de gays não poderem se casar, mas em momento algum um liberal aprovará uma atitude que retire o direito religioso de um indivíduo. Ditatorial é o que melhor define imposições a um povo somente pela justificativa de um maior desenvolvimento econômico. Essa era a idéia de Hitler, Stalin e todos aqueles que colocaram o indivíduo como um meio, e não um fim.

Gregory, em sua análise, esqueceu-se de que não estamos mais no fim da guerra fria, e comete um erro ao colocar o ateismo ou a crença em uma religião que não seja a judaico-cristã, como prejudicial ao desenvolvimento econômico. Exemplo são vários, e citarei dois. Um é a República-Checa, que atualmente é um dos únicos países com um presidente liberal, vem passando por um crescimento que o Brasil e muito outros países católicos invejam, conta com 30% da população ateia e somente 25% que se consideram católicos, segundo um censo de 2001. O outro exemplo, é Dubai, onde a religião predominante é o islamismo, e também está deixando para trás muito países católicos.

Na situação brasileira, o problema de liberdade econômica é maior que o problema da liberdade individual, e conservadores e libereis devem, sim, se juntar a um curto prazo para lutar contra o intervencismo estatal, mas é um erro colocá-los como farinha do mesmo saco, e é um erro achar que o ser humano deve ter sua liberdade individual limitada aos gostos dos que argumentam dizer que sabem o que é melhor para todos.


Lucas Harris
Novembro de 2007

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Pela banalização das armas

Armas são vistas pela grande maioria como a razão da criminalidade, e sensacionalistas como Michael Moore, sempre que podem, utilizam o romantismo para adquirirem mais fãs. A exploração de assassinatos torna ainda mais fácil seu trabalho, pois, normalmente, inconformadas, as pessoas colocam a emoção na frente da razão.

No Brasil é preciso enfrentar-se uma grande burocracia para adquirir uma arma, e mesmo assim, há alguns anos, o governo tentou proibir a aquisição. A lei foi votada pela população, que optou por continuar a ter seu direito de se armar.

A absurda tentativa do governo, antes de mais nada, começa violando um direito. Adquirir um objeto que possa atirar um projétil em alta velocidade é um direito de todos, e se a desculpa de que uma arma pode ferir alguém for aceita para sua proibição, que seja proibido o uso do estilingue.

Não é porque existem acidentes causados por algo, que este deve ser proibido. O economista da Universidade de Chicago, Steven Levitt, em uma pesquisa, descobriu que hospitais americanos registram um número maior de acidentes com crianças causados por piscinas do que por armas. Devemos proibir piscinas também? O tiro ao alvo, que na Europa representa um esporte muito comum, apresenta um número de acidentes muitíssimo menor do que o Sky, e este também nunca se cogitou a proibição. Mesmo que a arma não seja utilizadas para esportes, mas somente para auto-defesa, é um direito de todos.

Uma análise histórica deixa claro que uma população desarmada é muito mais plausível de sofrer com regimes ditatorias, pois, não tem como defender-se. Para os preguiçosos que não querem analizar casos históriscos e atuais, podem assistir o filme “Lord of War”, onde fica claro o abuso que uma população desarmada pode sofrer pelo Estado. A paz garantida pelo armamento de todos, pode ser observado também em ambito global. Basta pensarmos qual o motivo da baixíssima probabilidade de uma terceira guerra mundial. Não hesito em dizer que são as armas de grande destruição em massa.

Michael Moore, em seu documentário contra as armas, apela para várias cenas repletas de emoção, e entre as poucas estatisticas que dá, mostra como nos EUA, onde o cidadão tem o direito de ter armas, o número de assassinatos é muito maior que na França e no Canada, onde a aquisição é muito difícil. Realmente, os números são maiores nos EUA, mas Michael Moore esquece de citar que os EUA tem uma população muito maior, e para que a comparação seja justa, ele deveria calcular o número de mortes per-capita. Dessa maneira, os números passam a ser não tão assustadores, e podemos ver que os EUA apresentam um número de assassinatos muito menor que a grande maioria, em que a população é desarmada. Se exemplos servem como reguladores da verdade, vamos direto à Suiça, onde em quase toda residencia há uma arma de fogo, e mesmo assim desfruta de uma paz muito longe da realidade brasileira e muitos outros países onde as armas são proibidas.

Adam Smith, há muito tempo, já explicou a lei de oferta e demanda, mas parece que políticos insitem em ignorar a lei natural, e optam por tentar mudar a realidade emitindo leis. No Brasil, a dificuldade burocrática de aquisição de uma arma visa diminuir a violência, mas aconte que os criminosos usam armas ilegias, pois, o acesso é mais fácil, o custo é mais barato (livre dos altos impostos) e muitas vezes de melhor qualidade, já que muitas são proibidas no Brasil. Ou seja, quando proibimos, os criminosos continuam conseguindo armas, pessoas corretas perdem o acesso e a criminalidade aumenta, já que bandidos passam a ter certeza que a população está indefesa.

Até entendo o jogo político de tentar mascarar o problema, mas até quando a população vai acreditar que a causa da criminalidade são armas e não os criminosos, e que a melhore maneira de diminuir a violência é tirando direitos de pessoas honestas.

Pela banalização das armas


Armas são vistas pela grande maioria como a razão da criminalidade e, sensacionalistas como Michael Moore, sempre que podem, utilizam o romantismo para adiquirirem mais fãs. A exploração de assassinatos torna ainda mais fácil seu trabalho, pois normalmente, inconformadas, as pessoas colocam a emoção na frente da razão.

No Brasil é preciso enfrentar-se uma grande burocracia para adquirir uma arma e, mesmo assim, há alguns anos o governo tentou proibir a aquisição. A lei foi votada pela população, que optou por continuar a ter seu direito de se armar.

A absurda tentativa do governo, antes de mais nada, começa violando um direito. Adquirir um objeto que possa atirar um projétil em alta velocidade é um direito de todos, e se a desculpa de que uma arma pode ferir alguém for aceita para sua proibição, que seja proibido o uso do estilingue.

Não é porque existem acidentes causados por algo, que este deve ser proibido. O economista da Universidade de Chicago, Steven Levitt, em uma pesquisa, descobriu que hospitais americanos registram um número maior de acidentes com crianças causados por piscinas do que por armas. Devemos proibir piscinas também? O tiro ao alvo, que na Europa representa um esporte muito comum, apresenta um número de acidentes muitíssimo menor do que o Sky, e este também nunca se cogitou a proibição. Mesmo que a arma não seja utilizadas para esportes, mas somente para auto-defesa, é um direito de todos.

Uma análise histórica deixa claro que uma população desarmada é muito mais plausível de sofrer com regimes ditatorias, pois não tem como se defender. Para os preguiçosos que não querem analizar casos históriscos e atuais, podem assistir o filme “Lord of War”, onde fica claro o abuso que uma população desarmada pode sofrer pelo Estado. A paz garantida pelo armamento de todos, pode ser observado também em ambito global. Basta pensarmos qual o motivo da baixíssima probabilidade de uma terceira guerra mundial. Não hesito em dizer que são as armas de grande destruição em massa.

Michael Moore, em seu documentário contra as armas, apela para várias cenas repletas de emoção, e entre as poucas estatisticas que dá, mostra como nos EUA, onde o cidadão tem o direito de ter armas, o número de assassinatos é muito maior que na França e no Canada, onde a aquisição é muito difícil. Realmente, os números são maiores nos EUA, mas Michael Moore esquece de citar que os EUA tem uma população muito maior e, para que a comparação seja justa, ele deveria calcular o número de mortes per-capita. Dessa maneira, os números passam a ser não tão assustadores, e podemos ver que os EUA apresentam um número de assassinatos muito menor que a grande maioria dos países em que a população é desarmada. Se exemplos servem como reguladores da verdade, vamos direto à Suiça, onde em quase toda residencia há uma arma de fogo e, mesmo assim, desfruta de uma paz muito longe da realidade brasileira e muitos outros países onde as armas são proibidas.

Adam Smith, há muito tempo, já explicou a lei de oferta e demanda, mas parece que políticos insitem em ignorar a lei natural, e optam por tentar mudar a realidade emitindo leis. No Brasil, a dificuldade burocrática de aquisição de uma arma visa diminuir a violência, mas aconte que os criminosos usam armas ilegias, pois o acesso é mais fácil, o custo é mais barato (livre dos altos impostos) e muitas vezes de melhor qualidade, já que muitas são proibidas no Brasil. Ou seja, quando proibimos, os criminosos continuam conseguindo armas, pessoas corretas perdem o acesso e a criminalidade aumenta, já que bandidos passam a ter certeza que a população está indefesa.

Até entendo o jogo político de tentar mascarar o problema, mas até quando a população vai acreditar que a causa da criminalidade são armas e não os criminosos, e que a melhor maneira de diminuir a violência é tirando direitos de pessoas honestas.


Lucas Harris
Novembro de 2007