Pela banalização das armas

Armas são vistas pela grande maioria como a razão da criminalidade e, sensacionalistas como Michael Moore, sempre que podem, utilizam o romantismo para adiquirirem mais fãs. A exploração de assassinatos torna ainda mais fácil seu trabalho, pois normalmente, inconformadas, as pessoas colocam a emoção na frente da razão.
No Brasil é preciso enfrentar-se uma grande burocracia para adquirir uma arma e, mesmo assim, há alguns anos o governo tentou proibir a aquisição. A lei foi votada pela população, que optou por continuar a ter seu direito de se armar.
A absurda tentativa do governo, antes de mais nada, começa violando um direito. Adquirir um objeto que possa atirar um projétil em alta velocidade é um direito de todos, e se a desculpa de que uma arma pode ferir alguém for aceita para sua proibição, que seja proibido o uso do estilingue.
Não é porque existem acidentes causados por algo, que este deve ser proibido. O economista da Universidade de Chicago, Steven Levitt, em uma pesquisa, descobriu que hospitais americanos registram um número maior de acidentes com crianças causados por piscinas do que por armas. Devemos proibir piscinas também? O tiro ao alvo, que na Europa representa um esporte muito comum, apresenta um número de acidentes muitíssimo menor do que o Sky, e este também nunca se cogitou a proibição. Mesmo que a arma não seja utilizadas para esportes, mas somente para auto-defesa, é um direito de todos.
Uma análise histórica deixa claro que uma população desarmada é muito mais plausível de sofrer com regimes ditatorias, pois não tem como se defender. Para os preguiçosos que não querem analizar casos históriscos e atuais, podem assistir o filme “Lord of War”, onde fica claro o abuso que uma população desarmada pode sofrer pelo Estado. A paz garantida pelo armamento de todos, pode ser observado também em ambito global. Basta pensarmos qual o motivo da baixíssima probabilidade de uma terceira guerra mundial. Não hesito em dizer que são as armas de grande destruição em massa.
Michael Moore, em seu documentário contra as armas, apela para várias cenas repletas de emoção, e entre as poucas estatisticas que dá, mostra como nos EUA, onde o cidadão tem o direito de ter armas, o número de assassinatos é muito maior que na França e no Canada, onde a aquisição é muito difícil. Realmente, os números são maiores nos EUA, mas Michael Moore esquece de citar que os EUA tem uma população muito maior e, para que a comparação seja justa, ele deveria calcular o número de mortes per-capita. Dessa maneira, os números passam a ser não tão assustadores, e podemos ver que os EUA apresentam um número de assassinatos muito menor que a grande maioria dos países em que a população é desarmada. Se exemplos servem como reguladores da verdade, vamos direto à Suiça, onde em quase toda residencia há uma arma de fogo e, mesmo assim, desfruta de uma paz muito longe da realidade brasileira e muitos outros países onde as armas são proibidas.
Adam Smith, há muito tempo, já explicou a lei de oferta e demanda, mas parece que políticos insitem em ignorar a lei natural, e optam por tentar mudar a realidade emitindo leis. No Brasil, a dificuldade burocrática de aquisição de uma arma visa diminuir a violência, mas aconte que os criminosos usam armas ilegias, pois o acesso é mais fácil, o custo é mais barato (livre dos altos impostos) e muitas vezes de melhor qualidade, já que muitas são proibidas no Brasil. Ou seja, quando proibimos, os criminosos continuam conseguindo armas, pessoas corretas perdem o acesso e a criminalidade aumenta, já que bandidos passam a ter certeza que a população está indefesa.
Até entendo o jogo político de tentar mascarar o problema, mas até quando a população vai acreditar que a causa da criminalidade são armas e não os criminosos, e que a melhor maneira de diminuir a violência é tirando direitos de pessoas honestas.
Lucas Harris
Novembro de 2007
1 Comentários:
O que pensas do fato de Hitler ser de descendência judia e de que muitos dos seus oficiais do alto comando eras de descendência judia?Existe uma explicação baseada em fatos históricos que aponta para uma conspiração judia a fim de convencer o mundo que os judeus eram vítimas e que resultou na compra do Estado de Israel?
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