quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A mentira social democrata





Os países escandinavos e principalmente a Suécia são muito ultilizados por social democratas e socialistas como prova de que a intervenção estatal na economia pode trazer resultados benéficos para uma nação. O economista Stefan Karlsson fez um estudo sobre a história do país ídolo dos esquerdistas, e nos mostra fatos que valem a pena serem comentados.

Antes de mais nada é importante que fique claro que mesmo durante o período de grande intervenção econômica, a Suécia conseguiu manter-se em uma posição alta no Ranking da liberdade economica, muito a frente do Brasil, que hoje ocupa a possição de número 70.

Até a metade do séc. XIX a Suécia era um país pobre, mas na déc. de 1860 uma série de medidas liberais foram tomadas e por consequência o país conseguiu fazer parte do grupo de países beneficiados com a Revolução Industrial. Foi aí então que as grande empresas, como Volvo e Ericsson começaram a surgir, mais especificamente durante o final do séc XIX e começo do séc XX.

O resultado positivo era claramente visível e durante o período de 1870 e 1950 o povo pode desfrutar do maior crescimento per-capta do mundo e a Suécia tornou-se o quarto país mais rico. Claro que um importante fator é o país não ter participado de nenhuma das grandes guerras e nem pequenos conflitos recentemente, ocupando a primeira posição no maior tempo de paz, na frente até mesmo da Suiça.

Devido a grande depressão, acompanhando outros países europeus, a Suécia abriu as portas para o intervencionismo estatal, que até então tinha um custo menor que 10% do PIB. A partir dai, os sociais democratas começaram a afundar o país.

O início desta queda foi devagar, e até 1950 mantiveram os gastos relativamente baixos, mas entre 1950 e 1976 os gastos públicos passaram de 20% para 50% do PIB. O compulsivo Estado e a dificuldade da existencia de um livre mercado fez com que no começo da década de 1990 o país que ocupava a quarta posição, estivesse próxima a vigésima no ranking de riqueza.

Após esta queda violenta, medidas liberais voltaram a ser tomadas, privatizações foram feitas, abertura de mercado aconteceram, etç...E muitas delas com o apoio dos social democratas, que perceberam que os altos gastos estatais tinham de ser cortados.

A Suécia, hoje, pode ser considerada social democrata, mas é muito mais liberal que a maioria dos países, e em sua história fica claro que seus piores momentos foram quando o intervencionismo aumentou. Agora se em um país pequeno e com uma população com um nível de educação altíssimo, não funcionou, por que funcionaria no Brasil?

Lucas Harris

Outubro de 2007

domingo, 28 de outubro de 2007

O mito sobre o aquecimento


Atualemente uma nova linhagem de políticos de esquerda cresce no Brasil e no mundo.Conhecidos como melancias, por serem vermelhos por dentro e verdes por fora, a causa ambiental atrai muitos com o discurso de que o homem, mais especificamente as grandes empresas e os EUA, são os causadores do suposto aquecimento global que vem ocorrendo e, por consequência, a futura destruição do planeta. Não fugindo do padrão esquerdista, os que aderem a nova ideologia se deixam levar por discursos românticos e sem o uso da razão, tendo como maior “prova“, o filme de Al Gore. Até mesmo os socialistas resolveram vestir essa camisa e defender a idéia. Provavelmente a do “Che“ estava muito suja e ultrapassada.

Antes de mais nada, devemos esclarecer que CO2 não é um poluente, mas sim um gás natural, emitido por plantas, decomposição, vulcões, oceanos e muitos outros, em quantidades muito maiores que emitidas por máquinas produzidas pelo homem. Sem ele, nossa sobrevivência não seria possível.

A variação de temperatura na terra é algo natural também. A milhares de anos, por exemplo, tivemos períodos de glaciações. Mais próximo do período em que vivemos, podemos citar o período medieval, em que a temperatura média do planeta era mais alta do que a de hoje, e mesmo não tendo tido bons professores de história, aprendi que naquela época não haviam fabricas e nem carros. Podemos também citar como exemplo recentíssimo as décadas vindas após 1940, que apresentaram quedas de temperatura, mesmo com a quantia de CO2 emitidas pelo homem sendo alta, devido a reconstrução pós-guerra na Europa. Vale lembrar que essa queda na temperatura média mundial, fez com que na década de 70, fosse criada uma polêmica de que o mundo estava passando por um novo período de glaciação e a humanidade corria riscos. Aparentemente a mídia não mudou muito e o povo não aprendeu a lição.

Um dos grandes responsáveis pelo grande número de adeptos a ideologia verde é Al Gore, que seguindo o mesmo estilo sensacionalista de Micheal Moore, fez um vídeo sobre o assunto, “defendendo“ a natureza dos terríveis emissores de CO2 (no caso, o homem, os capitalistas, os EUA, etç).

Seu filme foi assistido por milhões e sua popularidade cresceu em uma progressão geométrica como político defensor do meio ambiente. Ironicamente, recentemente, descobriu-se que Al Gore consome mais energia em um mês que um americano médio em um ano, mas o objetivo aqui não é denunciar sua hipocrisia, mas sim, a mentira de seu filme.
O momento mais convincente do documentário é quando dois gráficos são comparados, um mostrando as variações de temperatura na Terra, e o outro mostrando a concentração de CO2 na atmosfera durante o mesmo período. De fato, os dois gráficos fazem curvas semelhantes. Al Gore ainda explica que a relação entre eles é complicada, mas um tanto quanto óbvia. Quando um aumenta, o outro também aumenta. Al Gore está certo, mas a realidade é completamente o contrário do que ele sugere. O aumento da temperatura não é a consequencia do aumento de CO2, mas a causa. Quando existe o aumento de temperatura, há mais vida na Terra e, por consequência, mais CO2 é produzido. Isso já foi provado por cientistas, mas quando se analisa gráficos sobre a história da Terra, fica difícil notar a diferença de alguns anos.

Outro orgão influente na opinião pública é o IPCC, que tenta mostrar que existe unanimidade na comunidade científica de que o aquecimento é consequencia da atividade humana. Vale lembrar que este orgão é intergovernamental, e não é ligado a critérios científicos. Muitos dos que estão lá não são climatologistas, e contribuem somente com mais um nome na lista. Os cientistas que lá entraram por engano, ou que logo descobriram a farsa, não conseguem sair, pois o orgão precisa de seus nomes para mostrar a falsa unanimidade, fazendo com que muitos sejam forçados a entrar na justiça para poderem se desvincular.

Outro fator que nos ajuda a questionar a culpa do homem em relação ao suposto catastrófico aquecimento global, é a descoberta de que o fenómeno não está ocorrendo só na Terra. Marte, por exemplo, apresenta um aquecimento muito semelhante com o da Terra. Ou seja, ou os marcianos começaram a emitir CO2 em excesso (quem sabe com fábricas ou carros) no mesmo período que nós, e agora estão enfrentando o mesmos problema, ou o fator é algo externo, como a expansão do sol.

O sensacionalismo sobre o aquecimento gera milhares de empregos, movimenta milhões e tem grande influência política. Cientistas que contestam sua existencia são abafados e muitas vezes ameaçados de morte. O politicamente correto, faz com que desinformados adiram a opinião. Agora, se meteorologistas costumam errar a previsão do dia seguinte, um pouco de sensatez nos deixa minimamente céticos a respeito da temperatura daqui 100 anos.

Lucas Harris

Maio de 2007

Aos relativistas de plantão



A ciência é uma busca contínua pela verdade. Cientistas tentam entender a realidade, e sobre fatos desenvolvem teses, que muitas vezes estão erradas. A beleza da ciência é que a complexa realidade em que vivemos permite uma investigação quase que eterna, com a possibilidade de sempre se descobrir novidades e se desenvolver novas teorias em busca da compreensão e perfeição. Isso vem nos levando, ao contrário do que Hobbes acreditava, a uma qualidade elevada de vida. Progredir não é um erro, mas uma atividade que leva a melhoria de uma sociedade.

Nada é possível de se provar com absoluta certeza, mas existem fatos, evidencias e repetidos resultados em certos experimentos que podem nos dar uma grande probabilidade de certeza sobre a realidade. Não podemos provar a inexistencia de Deus, assim como não podemos provar a inexistencia de um pote de chá girando em torno do sol ou a existencia de um gnomo que tudo sabe em minha garagem. Mas, através de uma análise de informações, podemos chegar a conclusão de que a probabilidade de o homem ter surgido através da evolução, por exemplo, e não da criação divina de um paraíso e dois integrantes, é muitíssimo maior. Hoje, algo quase que inquestionavel. A ciência não é uma crença, como muitos afirmam, pois está sempre aberta a novas teorias, novas informações e modestamente disposta a adimitir possíveis falhas para chegar mais perto de entender a realidade, que não muda independente dos olhos de quem vê. A realidade é um fato que não se baseia em uma moral, e uma moral é algo que não se baseia na realidade. Isso é o que a difere cientistas de crentes, que não adimitem a possível existencia de falhas em seu único e inquestionavel livro. A fé é cega.

Ou seja, o relativismo existe, sim, na ciência, mas a humanidade já se desenvolveu num nível que torna quase absolutamente improvável que certas conclusões estejam erradas, portanto cientistas e pessoas sensatas podem moldar suas vidas em certezas adiquiridas através de fatos.

O relativismo deixa de existir e o certo e errado passa a ser possível de se afirmar.

Uma sociedade existe por um único motivo. Um desenvolvimento individual com mais resultados que a vida solitária. Esse desenvolvimento deve-se a dois fatores. Troca de informações (conhecimento) e bens de produção. Acho que não cabe neste texto provar o porque a troca de bens de produção, onde cada um se especializa em algo, é vantajoso para todos os membros de uma sociedade, já que já foi provado a alguns séculos atrás.

A união entre ciência e política dá-se na formação de uma constituição baseada numa realidade, e não numa moral. Desta forma, através da ciência, hoje podemos ter 99,99% de certeza que o homem é imensamente semelhante a uma mulher, diferenciando-se somente por 1 cromossomo. Ou seja, uma sequencia minimamente diferente no DNA. Baseado nessa verdade quase que unânime, podemos mostrar o porque uma sociedade islâmica está baseada em uma falácia. Mesmo que um islâmico acredite estar fazendo o que é correto cortando o clitóris de recém-nascidas, não está. Sua moral sobrepor-se a ciência não torna atitudes erradas em certas, e nem justificáveis, mesmo que ele acredite profundamente nisso.

Sabemos que em termos globais, caminhamos para uma cultura mais hegemônica, devido aos meios de comunicação e a crescente opção de escolhas das pessoas graças a globalização, mas isso não quer dizer que ela será absoluta. A pluralidade continuará existindo em todas as sociedades e tende a ser cada vez mais estimulada pelo liberalismo, que visa o indivíduo como um fim e não um meio, e não o divide em grupos coletivistas como governos totalitários fizeram (raças, classes sociais e até mesmo por opiniões). Essa pluralidade de gostos, moralidades e idéias podem até mesmo existir baseadas em uma mentira (mesmo tendo a constante luta do autor para provar o contrário. Viva a liberdade de expressão!), como é o caso de religiões, mas jamais deve-se obrigar uma pessoa a segui-las por força do Estado ou permitir que esse aprove a existencia de grupos que o façam. O respeito ao indivíduo deve vir acima de tudo. Um governo deve limitar-se a garatir a liberdade de um indivíduo e jamais aceitar que relativistas de plantão tentem usá-lo para moldar uma sociedade baseada em uma moral, forçando outros indivíduos a crer em suas crenças ou aprovar a existencia de grupos que afrontem a liberdade de terceiros. A pluralidade deve existir, mas só devem ser aceitos grupos que estejam dispostos a viver numa sociedade livre, respeitando a liberdade de todos.

O mais irônico de tudo é que os relativistas que defendem a pluralidade cega e a aceitação de todos os atos só pelo fato de carregarem o título de uma cultura, geralmente fazem parte de uma sociedade com liberdade relativamente alta e não sofrem pelas suas escolhas e atos, enquanto os que realmente sofrem em países onde existe a opressão raramente podem se manifestar, na maioria dos casos, pois há uma mistura de censura e falta de oportunidade intelectual, já que os oprimidos nunca puderam ter contato com a diversidade. Ou seja, os que defendem o multi-culturalismo cego, aprovam sociedades onde os poucos poderosos não permitem o acesso das pessoas a outras culturas. Aprovam atos que vão contra o que defendem.

Paradoxal? Pois é, os relativistas costumam ser assim.

Lucas Harris

Outubro de 2007