domingo, 25 de novembro de 2007

A queda das ditaduras.

O mundo vem passando por um crescimento econômico poucas vezes visto antes, e este, sem dúvida tem refletido na vida das pessoas. Essa melhoria se dá basicamente por dois fatores que, na realidade, tem uma intima relação. A queda do comunismo, que vem resultando na entrada de muitos países no capitalismo, e o desenvolvimento da tecnologia.

Um ótimo exemplo, é caso do leste-europeu que durante o séc. XX sofreu muito sob o regime comunista. A pobreza era enorme, muitos morriam de fome e o trabalho escravo era algo comum. Após a queda do regime totalitário o povo parece querer garantir sua liberdade, e por isso vem entrando num capitalismo liberal, com uma economia aberta e um Estado que interfere o mínimo possível.

Com poucos anos de liberdade, essas nações já podem desfrutar de uma qualidade de vida imensamente superior ao período comunista e muitos já apresentam um IDH maior que do Brasil, que nunca realmente sofreu com um governo totalitário ou uma grande guerra, mas opta por viver mediocremente em um populismo de esquerda. Alguns dos países do leste europeu que já ultrapassaram o Brasil em liberdade e, por consequencia no IDH também, são: República Checa, Lituânia, Hungria e Eslovênia.

A África, que também sofre com muitos governos totalitários, está com seus dias contados para a estrada no capitalismo. Infelizmente, os africanos não puderam tirar proveito da queda da União Soviética, e se os EUA ou outro país capitalista derrubasse os ditadores africanos e levassem a liberdade até eles, provavelmente seriam criticados pela ONU e a maioria das pessoas como sendo imperialistas que tentam impor sua cultura a outros. Na concepção dessas, é melhor que as pessoas sofram nas mãos de ditadores que vivem em uma orgia de corrupção e impunidade, e são sustentados não só por recursos naturais de seus países, mas também pelo dinheiro internacional que muito mandam à África achando que estão ajudando aos pobres miseráveis.

Por sorte, mesmo a hipocrisia impedindo que países possam ajudar africanos de maneira militar, os ditadores não conseguem se isolar de tecnologias produzidas por países onde existe liberdade econômica. A tecnologia vem se desenvolvendo de maneira mais e mais rápida e, como temos visto, tem dado muito trabalho aos governantes totalitários, pois com ela, o povo passa a ter acesso as informações do mundo todo e não limitam-se a realidade de onde vivem. Se Fidel Castro, em sua ilha presídio, proíbe pessoas de deixar o país, agora essas não precisam se pendurar no primeiro pedaço de pau que vêem boiando para tentar ir aos EUA. Agora Cubanos podem usar a internet para ter acesso a todas informaçõs e, mesmo essa sendo sencurada, o risco de se quebrar a lei e tentar acessar sites sensurados, é menor do que uma tentativa de fuga.

Na África, os ditadores mais inteligentes já perceberam que não podem lutar contra a tecnologia que dará informação para o povo poder derrubá-los, portanto já começaram a fazer as privatizações para que possam tirar um dinheiro de maneira ilegal e ir morar em um outro país com condições financeiras de sustentar até seu bisnetos. É um preço pelo qual os africanos não se importam em pagar para se verem livres.

Para tristeza dos esquerdistas que acreditam que precisamos de medidas protecionistas e dificultar a entrada de produtos produzidos por empresas internacionais, cito o caso do Quenia, onde antes de derrubarem seu ditador, o país tinha em torno de 300.000 telefones, e sua grande maioria em escritórios estatais. Agora, após poucos anos, o país desfruta de mais de 9 milhões de celulares, todos exportados. Um bem de comunicação produzido inteiramente por empresas privadas, que facilita a vida do povo, faz a comunicação ser mais fácil e complica ainda mais a vida de possíveis ditadores que queiram surgir. Outra evolução no Quenia foram as estações de rádio, que antes hávia somente uma de monopólio estatal, e agora há mais de 50, sendo sua grande maioria companhias privadas.

As ditaduras no mundo vêm cainda há alguns anos e os que ainda sobram, estão com seus dias contados. Para o ódio dos esquerdistas, o responsável foi o capitalismo, as companhias privadas, que só tem sua existencia permitida neste sistema, e os bens que elas produzem, representando os avanços tecnológicos.


Lucas Harris
Novembro de 2007




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