terça-feira, 25 de dezembro de 2007

A chance do Iraque



A invasão do Iraque, desde o começo tem o acompanhamento de perto da mídia, não por suas proporções, mas por seus envolvidos. Os EUA. Enquanto são comentados diariamente os acontecimentos do país que agora passa por uma transição, várias outras guerras, principalmente na África e Ásia, nunca recebem atenção. É compreensível vermos americanos serem contra a guerra, pois são eles quem estão bancando-a. Mas por que brasileiros são a favor da manutenção de um governo totalitário e terrorista? A grande maioria não se importa com a situação do Iraque, mas gosta de criticar os EUA, pois, acreditam que o país está lucrando com esta guerra, e que tudo isso só aconteceu pelo petróleo.
Como exemplo do anti-americanismo sem reflexão, citarei o caso de Abu Graib. Algum tempo atrás, logo que os EUA invadiram o Iraque, fotos de soldados americanos que torturavam prisioneiros caíram na mídia, e foram capas das mais importantes revistas do mundo. Para os que não se lembram, uma das fotos mostrava uma soldado apontando e rindo de um preso nu, e outra um homem utilizando um cachorro policial para amedrontar um preso. Foi a primeira vez que vi uma tortura onde os presos não são nem ao menos encostados! Nada comparado às torturas cometidas por Saddam Hussein, mostradas pelo American Enterprise Institute de Washington, para muitos jornalistas. Devido à brutalidade lá contida, a grande maioria dos meios de comunicação optou por não divulgar as imagens, mas graças ao site youtube, a realidade está disponível para todos. De acordo com o relatório do Departamento de Estado, algumas das barbaridades cometidas eram: Espancamento, experiências médicas, amputação de órgãos sexuais, marcas de ferro quente, amputar os dentes com alicates, derrubar água fervendo, pregação e muitas vezes o corte da língua, estupro de mulheres na frente de seus maridos e até mesmo mal tratar crianças na frente de seus pais. Se certas informações são de difícil acesso aos brasileiros, basta se informarem a respeito do tratamento dos presos no Brasil, que nunca foi capa de revistas mundiais e é muito mais violento do que o tratamento dos americanos com prisioneiros.
A realidade do abuso do poder que antes existia com a ditadura de Saddam, não se resume somente às torturas de presos por guerras e de supostos criminosos (entende-se aqui criminosos como pessoas que de alguma maneira, discordavam das idéias de Saddam. Simples palavras podiam tornar uma pessoa criminosa). Um documento do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, do Departamento de Estado, mostra que Saddam, logo que subiu ao poder em 1979, calou não só os opositores políticos, mas também todos os doutores e pessoas eruditas do país. Pela primeira vez, um líder usou armas químicas contra seu próprio povo, e acredita-se que mais de 30 mil foram mortos com gás venenoso. Algumas vezes o ataque era feito a vilas inteiras. Em março de 2004 foi calculado que existem mais de 250 fossas comuns, com cerca de 300 mil corpos de pessoas perseguidas pelo regime e mortos durante as guerras que o Iraque se envolveu desde a chegada de Saddam no poder.
Após a invasão americana, mesmo sem que as armas de destruição em massa, que Saddam afirmava ter, não terem sido encontradas, descobriu-se 2 toneladas de urânio parcialmente enriquecido e estoques de gás mostarda e sarin.
O mito de que a invasão deu-se pelo Petróleo, e somente para que os EUA enriquecessem é mentira, pois é mais barato comprar o Petróleo. Para os que duvidam, basta pegar o montante gasto pelos EUA com a guerra no Iraque até agora, e dividir pelo quanto o petróleo iraquiano rende anualmente. Com essa simples divisão, é possível entender que somente para recuperar o dinheiro gasto até o momento, são necessários mais de 20 anos. Naturalmente algumas pessoas saem beneficiadas, e como de costume, são políticos ou pessoas influentes, mas os americanos só perderam com esta guerra.
Recentemente, as mortes no Iraque vêm caindo, há tolerância religiosa, liberdade política, uma constituição foi implantada e existe uma espécie de imprensa livre. Se antes não haviam chances para o país, agora há. Claro que não será fácil a manutenção de uma democracia no Oriente Médio, mas se os EUA mantiverem suas tropas por mais um tempo e aos poucos retirá-las e os iraquianos seguirem um caminho correto, em breve poderão ser um país de destaque na turbulenta região.
Lucas Harris
Dezembro de 2007

domingo, 16 de dezembro de 2007

A religião do abuso


O islamismo hoje é uma das maiores religiões, e cresce a cada dia. Sua existência é de grande importância, e em poucos anos pode mudar drasticamente a ordem social que conhecemos. No Brasil, devido ao distanciamento das pessoas com essa religião, ela ainda não afeta nossas vidas, e uma desinformação a respeito dos homens de turbante é geral. O perigo de um culto que impõe seus valores a crianças, homens que são estimulados a abusarem de mulheres e um Estado vinculado com a religião, está sendo ignorado. Para entendermos um pouco sobre o islamismo, é interessante conhecermos a história de seu criador.
Maomé viveu na região das arábias durante o séc. VI e VII D.C, e logo se casou com uma comerciante rica, com a qual teve seis filhos. Durante um dia, em uma caverna, Maomé supostamente teria tido o contato com Deus, que teria o usado para citar suas palavras. Como Maomé era analfabeto, o Corão era repassado de maneira oral, e só foi escrito mais tarde. Após alguns anos, por criar problemas para a sociedade de Meca, que até então era pagã, foi expulso, e durante o tempo de sua ausência, criou um exercito de crentes, e assim pode começar uma guerra em nome de sua religião. Desta maneira, Maomé tornou-se um guerreiro sangrento que dizia trazer as palavras de Deus. Entre as várias guerras do profeta, uma das mais importantes foi contra um grupo de Judeus, o qual Maomé mandou decapitar os setecentos homens com um golpe de espada e depois os jogou em valas. A carnificina durou várias horas.
Durante sua vida, Maomé teve 16 mulheres, incluindo uma em que o noivado foi feito quando ela havia somente 6 anos.
A vida de Maomé reflete bem o que o Corão aprova. O livro, como todo escrito religioso, é um tanto quanto subjetivo, mas certas passagens são bem claras. Comento aqui algumas das mensagens.
É aprovado que islâmicos ganhem novos adeptos à religião, e os que se recusarem a se converterem, deverão arcar com conseqüências. Todos os descrentes devem ser severamente punidos. O uso da força é completamente aceito para que a religião possa prosperar.
Mulheres devem servir os homens. Elas devem ter direitos, mas os homens são superiores. Essas só podem ter um marido, enquanto um homem pode ter até quatro esposas. A grande maioria delas, irá para o inferno, enquanto quando o homem chega ao paraíso, terá 72 virgens a sua disposição.
Uma mulher, se trair seu marido, deve ser severamente punida. Um homem não deve trair sua mulher, mas é seu direito se for com uma empregada ou uma capturada de alguma guerra.
O marido tem o direito de bater em sua esposa para puni-la. Um dos erros que uma mulher pode cometer e que merece punição é recusar-se a fazer sexo.
Recentemente acompanhei alguns islâmicos tentando provar que algumas citações do Corão mostram algumas das mais recentes descobertas científicas. Claro que os trechos usados para tais afirmações são um tanto quanto obscuros e muitos subjetivos, e assim como os textos de Nostradamus, as relações com a realidade só podem ser feitas depois da descoberta científica ou fato. Esses islâmicos se esquecem também do trecho do Corão em que Maomé diz que a Terra é plana como um carpete.
O Islamismo é respeitado por muitos por ser uma religião e uma cultura, mas pelo fato de um absurdo acontecer a alguns anos, isso não faz com que ele se torne respeitável. Antes de mais nada, os Estados deveriam se desvincular da religião, e abusos aos direitos humanos deveriam ser proibidos, como em qualquer cultura com um mínimo de sensatez. Segundo, a pregação religiosa exagerada em crianças deve ser proibida, principalmente quando se estimula intervenções graves na vida de terceiros em nome de sua crença. O islamismo é uma religião que só favorece uma parcela da população, e para que a outra parcela seja abusada sem manifestar-se, a pregação e lavagem cerebral começa desde cedo. Por sorte, aos poucos, a parcela explorada está tendo contato com outras culturas, e estas estão começando a notar que não precisam viver daquela maneira. Está explicado o ódio islâmico ao Ocidente.




Lucas Harris

Dezembro de 2007



domingo, 2 de dezembro de 2007

O problema das drogas

A questão da legalização das drogas está longe de ser um debate tenso na política brasileira. Poucos representantes colocam-se a favor e, entre eles, o mais conhecido é Gabeira. A maciça maioria gasta seu tempo discutindo quais os meios mais eficientes de eliminá-la da sociedade ou, ao menos, diminuir o consumo. A ausência do importante tema nas discussões políticas reflete bem a sociedade brasileira, que vê as drogas como responsável por muitas desgraças, sendo que na verdade, a grande maioria é causada pela sua proibição. Neste texto pretendo analisar alguns argumentos e a possibilidade da sua liberação, como já ocorre de maneira controlada em partes do mundo.

Uma das justificativas mais comum a favor da proibição das drogas é que elas fazem mal a seus usuários. Antes de mais nada, o termo fazer mal é um tanto quanto relativo. Faz mal a que? Um usuário pode achar que quando ele usa uma determinada droga, tem uma sensação muito prazerosa e, mesmo sabendo dos malefícios que ela pode trazer, acha que isso faz bem a sua vida. Um estudante que coloca, em determinado período da vida, os estudos como prioridade, pode achar que faz bem cheirar cocaína e ficar acordado para estudar mais. A resposta mais clara seria que a droga faz mal biologicamente. Realmente é incontestável que um cigarro de maconha, por exemplo, destrua neurônios, mas o relaxamento que ela pode trazer a um usuário pode ter um importante papel em não deixá-lo sofrer com estresse, que também faz mal biologicamente. Ou seja, drogas têm certos efeitos destrutivos em determinadas partes do organismo, mas não necessariamente fazem mal.

Explicado de maneira clara este argumento, fica fácil de entendermos o porquê ele é imoral. O Estado não deve ser paternalista e não tem o direito de dizer o que um ser humano ingere ou não. Um ser humano é dono do seu corpo e tem o direito de fazer o que bem entender dele, contanto que não afete uma outra pessoa. Aceitando aquele argumento, em breve proibiremos o álcool, pois prejudica diversos órgãos, os cigarros, que também fazem mal a certos orgãos, as coxinhas, pois engordam e isso não é bom para saúde, os celulares, pois pesquisas recentes mostram que podem transmitir radiação e ter efeitos sobre o cérebro, e muitas outras coisas. O ser humano deve ser livre para poder ingerir o que bem entender, mesmo que seja prejudicial de alguma maneira, possa causar dependência e até mesmo oferecer um risco de morte altíssimo.

O segundo argumento, e o que creio que seja o que mais influente na opinião pública, é sobre a violência gerada pelas drogas. Porém, este também requer uma explicação. A maior parte da violência causada pelas drogas é gerada por usuários viciados que, quando estão desesperados por drogas e não têm dinheiro, roubam pessoas e muitas vezes acabam matando-as. Poucos usuários sob efeito de alguma droga cometem crimes, uma vez que normalmente estão em estado de relaxamento e prazer. Os que o fazem, costumam usar algo para ganhar coragem e cometer um crime pré-planejado. Ou seja, a droga não foi quem causou o ato violento, ela somente foi usada como um estímulante e, se não fosse ela, seria um copo de vodka ou qualquer outro produto químico com mesma função.
Agora, supondo o impossível de que o Estado conseguisse acabar com as drogas, os crimes que envolvem essas como estimulantes não iriam abaixar, pois como já foi mostrado, existem diversos outros tipos de estimulantes pelos quais o criminoso poderia optar. Estes crimes não mudarão com a legalização ou não.

O segundo caso, em que crimes são causados por viciados que não têm dinheiro para comprar drogas, nos mostra que, na verdade, quanto mais eficiente é o programa contra drogas, mais os crimes aumentarão. A demanda dificilmente pode ser controlada por leis emitidas por políticos, e estes só vão dificultar a oferta. Com a oferta dificultada, o risco de se vender aumenta e isso faz com que os preços também aumentem. Drogas são uma das coisas mais baratas de se produzir e, uma vez que legalizadas, a oferta iria aumentar e os preços cairiam. O resultado seria que qualquer um, com poucos centavos, poderia comprá-las e, os crimes causados por viciados sem dinheiro, acabariam. A situação seria equivalente ao que ocorre com o álcool hoje. Milhares de brasileiros são viciados em álcool, mas não se vê esses matando para conseguir dinheiro para saciarem-se, pois mesmo com o Estado colocando muitos impostos sobre o álcool, a cachaça ainda é muito barata. Com a legalização das drogas, assim como no caso do álcool, a baixa porcentagem em relação ao total de usuários que cometesse crimes sob o efeito da droga, deveria ser punida com leis severas (que infelizmente no Brasil, no caso do álcool, são punições são leves), mas não punir a grande maioria de usuários pacíficos pelo erro da minoria.

O único argumento realmente legítimo contra a legalização das drogas e que raramente é citado, é o aumento dos gastos estatais. Com a legalização das drogas o consumo provavelmente aumentará e, como sabemos que elas causam malefícios a determinados órgãos, os gastos da saúde pública também aumentarão, e não seria correto que os não usuários sejam obrigados a pagar para manter a saúde dos que usam. Portanto, os que defendem a legalização e reconhecem a injustiça que ocorreria com a transferência de renda obrigatória dos não-usuários, devem apoiar o fim da saúde pública e um sistema baseado em companhias privadas de seguro, como é o caso da Suíça, ou ao menos o sistema de emissão de crédito, o qual já expliquei no texto “O Estado é o problema”

“O Estado é o problema” .


Lucas Harris

Dezembro de 2007