sexta-feira, 16 de novembro de 2007

O Estado é o problema

O Estado brasileiro sem dúvida é o grande atraso do país, pois com seu papel adiministrador, investidor e paternalista, engana a todos com o conto de que pode melhorar a vida do brasileiro. Com essa falácia, deixa seus membros extremamente ricos, não só com seus salários a cima da média e seus benefícios garantidos por lei, mas também pela corrupção, já que a impunidade é quase que garantida por nossa constituição longa e subjetiva. Nossos serviços estatais são visivelmente ineficientes, e a solução dos políticos, com o apoio de grande parte da população, é destinar mais dinheiro ainda aos orgãos públicos.

As companhias privadas, que em qualquer país de primeiro mundo são a base economica, tem sua criação e existencia cada vez mais dificultada, já que não só são obrigadas a pagar altos impostos para sustentar políticos vagabundos, como também sofrem com leis trabalhistas absurdas em benefício dos empregados, que na verdade só faz com que o desemprego aumente e a dinâmica economica que leva a uma melhoria na qualidade do povo, diminua.

Todas as empresas estatais deveriam ser privatizadas, pois são um grande peso economico que nosso país carrega nas costas e reprensentam um atraso em prestações de serviço. Quem tem dúvidas, basta comparar os custos para se ter um telefone antes e depois da privatização do sistema de comunicação. Pode-se também comparar alguns números da Vale do Rio Doce, que foi privatizada a poucos anos e recentemente ultrapassou a Petrobras, ocupando a posição de maior empresa do Brasil. Falando em Petrobras, o orgulho nacional, quando cogita-se em privatiza-la, milhões de brasileiros entram fúria, pois o petróleo é nosso. Realmente, o petróleo é nosso, e uma das gasolinas mais caras e de pior qualidade também. Viva a Petrobras! Fazemos parte do seleto grupo que ainda mantem o monopólio da exploração do petróleo nas mãos estatal. Fazem parte também países como Irã, Iraque, Venezuela e muitos outros com um IDH não muito invejavel. Enquanto isso, Inglaterra e EUA, por exemplo, optam por deixar a cargo das companhias privadas, e comparativamente, o último apresenta preços de gasolina muita menores que o Brasil.

O fracasso das estatais se dá por vários motivos, e cito alguns deles. Primeiro, o Estado não sabe adiministrar empresas, pois se há um erro e a empresa tem prejuizo, nós, cidadãos, pagamos com impostos pela sua ineficiência. Já nas empresas privadas, falhas não são aceitas, e se há erros na adimistração, a empresa é substituida por uma que pode oferecer o serviço com mais eficiência e por um preço mais baixo. Isso é global, e é a grande razão pelos quais países desenvolvidos tem a maioria de suas empresas privadas.

No Brasil, existe ainda o fator de políticos serem muito bem remunerados e corrupção ser altíssima.

Por que um preso custa tão caro e as cadeias são tão decadentes? Por que um aluno de escola pública custa tão caro quanto de uma escola privada e a educação é tão ruim? Por que é investido tanto na saúde pública mas a cituação é tão calamitosa. Todas as perguntas tem a mesma resposta, e usarei como exemplo o caso da educação.

Primeiro o Estado contrata muitos funcionários e, graças a Getulio Vargas, esses, mesmo que sejam vagabundos e não trabalhem direito, dificilmente serão mandados embora. Uma vez dentro do sistema, as regalias são quase que garantidas, e só trabalha quem quiser. Segundo porque nosso Estado é muito grande, portanto, o dinheiro destinado a educação é usado para pagar os gastos do ineficiênte Ministério da Educação, onde os políticos trabalham com uma frequência não muito alta, e tem funções não muito necessárias. Depois, o dinheiro que sobra, é repassado para as escolas. Claro que até chegar a elas, tem que passar pelas mãos de muita gente, e quando finalmente chega, a quantia é muito pequena, pois muito sumiu de maneira inexplicavel. Resultado? O que realmente sobra para ser investido nos alunos é pouco, e como o Estado não sabe inverstir, investe mal. O raciocínio é aplicado ao sistema de saúde pública também.

Qual a solução? Acabar com a saúde e educação pública também? Isso seria demais para o Brasil, mas Milto Friedman propõe uma solução um tanto quanto plausível. O sistema de Vouchers, que em português, seria o equivalente a emissão de créditos.

O governo recebe o montante arrecadado por impostos para ser destinado a educação. Acaba-se com os ministérios, manda-se embora todos os funcionários públicos involvidos na fracassada educação brasileira e fecha-se as escolas públicas.

Desse montante, se divide o dinheiro pelo número de alunos e repassa-se, mas como forma de crédito, pois assim o dinheiro não pode ser usado para outra coisa. As escolas privadas passam então a aceitar os créditos, e depois declaram o quanto de crédito receberam ao governo, que então transfere o dinheiro. Ou seja, a mãe pode escolher a escola que acredita ser a melhor para seu filho, a instituição privada é estimulada, portanto mais escolas surgirão, brigando para oferecer uma melhor educação por um menor custo, e os funcionário que realmente trabalhavam na escola pública serão automaticamente recontratados por escolas privadas devido ao crescimento da demanda. O raciocínio também é aplicavel ao sistema de saúde.


Lucas Harris
Novembro de 2007

3 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Seu capitalista idiota. reacionario. Vai privatizar tua mãe. Se vende pros EUA

21 de novembro de 2007 às 03:50  
Anonymous Anônimo disse...

Absolutamente RIDÍCULO o comentário acima!! O anônimo que escreveu isso, claramente, não entendeu o autor e é extremamente sem conhecimento da realidade.
A análise é boa e a tese de privatização é comprovada por diversos exemplos.
Só algumas informações extras:
- A petrobrás é a maior do Brasil em termos de valor de mercado
- o Estado não monopoliza o petróleo, uma vez que ele é livre mas a participação de outras empresas é tão insignificante que achamos que´é monopolio.

9 de junho de 2008 às 22:17  
Anonymous Anônimo disse...

Escrevo outro comentário para esclarecer a indignação deste absurdo "Seu capitalista idiota. reacionario. Vai privatizar tua mãe. Se vende pros EUA"
Com toda a certeza o pai ou a mãe dele é funcionário público ou político, mas não rouba ou exerce o tráfico de influências...
hahahahhahahahahahahhaahahahah

9 de junho de 2008 às 22:20  

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