A mentira social democrata

Os países escandinavos e principalmente a Suécia são muito ultilizados por social democratas e socialistas como prova de que a intervenção estatal na economia pode trazer resultados benéficos para uma nação. O economista Stefan Karlsson fez um estudo sobre a história do país ídolo dos esquerdistas, e nos mostra fatos que valem a pena serem comentados.
Antes de mais nada é importante que fique claro que mesmo durante o período de grande intervenção econômica, a Suécia conseguiu manter-se em uma posição alta no Ranking da liberdade economica, muito a frente do Brasil, que hoje ocupa a possição de número 70.
Até a metade do séc. XIX a Suécia era um país pobre, mas na déc. de 1860 uma série de medidas liberais foram tomadas e por consequência o país conseguiu fazer parte do grupo de países beneficiados com a Revolução Industrial. Foi aí então que as grande empresas, como Volvo e Ericsson começaram a surgir, mais especificamente durante o final do séc XIX e começo do séc XX.
O resultado positivo era claramente visível e durante o período de 1870 e 1950 o povo pode desfrutar do maior crescimento per-capta do mundo e a Suécia tornou-se o quarto país mais rico. Claro que um importante fator é o país não ter participado de nenhuma das grandes guerras e nem pequenos conflitos recentemente, ocupando a primeira posição no maior tempo de paz, na frente até mesmo da Suiça.
Devido a grande depressão, acompanhando outros países europeus, a Suécia abriu as portas para o intervencionismo estatal, que até então tinha um custo menor que 10% do PIB. A partir dai, os sociais democratas começaram a afundar o país.
O início desta queda foi devagar, e até 1950 mantiveram os gastos relativamente baixos, mas entre 1950 e 1976 os gastos públicos passaram de 20% para 50% do PIB. O compulsivo Estado e a dificuldade da existencia de um livre mercado fez com que no começo da década de 1990 o país que ocupava a quarta posição, estivesse próxima a vigésima no ranking de riqueza.
Após esta queda violenta, medidas liberais voltaram a ser tomadas, privatizações foram feitas, abertura de mercado aconteceram, etç...E muitas delas com o apoio dos social democratas, que perceberam que os altos gastos estatais tinham de ser cortados.
A Suécia, hoje, pode ser considerada social democrata, mas é muito mais liberal que a maioria dos países, e em sua história fica claro que seus piores momentos foram quando o intervencionismo aumentou. Agora se em um país pequeno e com uma população com um nível de educação altíssimo, não funcionou, por que funcionaria no Brasil?
Lucas Harris
Outubro de 2007
4 Comentários:
Gostei do seu blog.
Excelente exemplo, bastante didático. Há outros: a social-democracia é mãe de Hitler, afinal foi a estagnação econômica vinda do Tratado de Versalhes e aumentada pelo governo do Partido Social-democrata alemão que deu as condições para que o nazismo florescesse; a Crise de 29 decorreu também da social-democracia e foi a partir de então que a URSS ganhou ares de potência política.
G.Ratti
Realmente, a social-democracia na Suécia e o Nazismo de Hitler tiveram a mesma base. E sobre a Crise de 29, que foi o que abriu as portas para o declínio europeu, pretendo em breve fazer um texto a respeito, já que os professores costumam contar uma versão com alguns fatos omitidos. Se bem que isso não é surpresa (rs).
Quem lhe disse que a ideologia social democrata é contra a liberdade econômica?
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